me reinventar aos 31 foi meu maior ato de coragem
Dizem que aos 30 a gente tem que ter a vida resolvida. Eu descobri que é a melhor idade para bagunçar tudo e começar de novo (do meu jeito).
O peso do "Já deveria..."
Quantas vezes a gente não se pega pensando: "Nessa idade, eu já deveria ter tal coisa", "Já deveria saber exatamente quem sou", "Já deveria estar estável". Existe um script invisível que diz que, depois de casar e ter filhos, a nossa "fase de descoberta" acabou. Que agora é só manutenção.
Mas a verdade? Aos 31 anos, com duas filhas lindas e uma vida que eu amo, eu senti um incômodo. Não era ingratidão. Era crescimento. A Carol de 25 anos não cabe mais na vida da Carol de 31. E insistir em usar uma "roupa" (metafórica e literal) que não serve mais, só porque ela é confortável, é desistir de si mesma.
Mudar não é fraqueza, é ajuste de rota
Eu tinha medo de mudar. Medo de parecer instável por querer novas cores, novos projetos, uma nova forma de falar com vocês.
Mas aprendi que a verdadeira elegância mora na autenticidade.
Não há nada mais deselegante do que viver uma vida morna para agradar plateia. Decidi assumir que sou uma obra em construção. Que posso amar ser mãe da Bia e da Helena e, ao mesmo tempo, querer ser uma empresária de sucesso que usa batom vermelho numa terça-feira. Uma coisa não anula a outra; elas se complementam.
O que minhas filhas me ensinaram sobre brilho
Olhando para a Beatriz, com seus 6 anos, e para a pequena Helena, vejo como elas não têm medo de ocupar espaço. Elas choram quando dói, riem alto quando é engraçado e pedem o que querem.
Em algum momento, nós, mulheres adultas, começamos a nos diminuir para "não dar trabalho".
Minha reinvenção — do guarda-roupa colorido ao lançamento do meu curso — é também por elas. Quero que elas cresçam vendo uma mãe que se cuida, que sonha e que não pede desculpas por querer ser feliz.
Um convite para você
Talvez você esteja aí do outro lado sentindo esse mesmo comichão. Essa vontade de cortar o cabelo, mudar de carreira, começar um hobby ou simplesmente dizer "não" para algo que não te faz bem.
Se eu puder te dar um conselho de amiga hoje, seria: Vá.
Dê o primeiro passo. A vida é curta demais para sermos apenas "básicas". O mundo precisa da sua cor, da sua ideia e da sua versão mais verdadeira.
Mudar de ideia não é voltar atrás. É pegar impulso para ir mais longe.
De coração aberto,
Carol.
Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Me conta, quero vibrar com você.
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