O Resgate da Individualidade: Meus rituais de 15 minutos para não surtar
Mãe também é gente! Como pequenas pausas de "luxo" salvam minha saúde mental na rotina intensa com duas filhas.
A tal da "sobrecarga do toque"
Vamos falar a verdade? Eu amo a Beatriz e a Helena com todo o meu coração. Mas tem dias, especialmente nessa fase de pós-parto e amamentação da pequena, em que a sensação é de que meu corpo não me pertence mais. É o dia todo com alguém no colo, alguém puxando a roupa, alguém chamando "mãe, mãe, mãe!".
Eu descobri que, para ser uma boa mãe para elas, eu preciso primeiro resgatar a Carol Mulher. E como não tenho tempo para passar um dia inteiro no spa, aprendi a criar micro-momentos de luxo dentro de casa. Não é sobre tempo, é sobre intenção.
Skincare como terapia (e não obrigação)
Antigamente, lavar o rosto era só higiene. Hoje, é meu ritual de aterrissagem.
Transformei os 5 minutos de passar meus cremes em um exercício de mindfulness.
• O segredo: Não passo o sérum correndo. Eu paro, respiro fundo e faço uma massagem facial rápida. Sentir o toque da minha própria mão no meu rosto, cuidando de mim, me ajuda a lembrar quem eu sou para além da maternidade.
O Banho Premium
Existe o banho de "lavar rapidinho porque o bebê chorou" e existe o Banho Premium.
Tento encaixar esse momento quando o marido assume o turno ou quando as meninas dormem.
• O que muda? A luz (às vezes apago e deixo só uma luz indireta do corredor), a temperatura da água e o cheiro. Uso meu sabonete líquido mais cheiroso ou um óleo de banho. É o momento de "lavar" o estresse do dia. Sair do banho cheirosa me faz sentir renovada, pronta para outra.
Café + Silêncio (O luxo supremo)
Para mim, luxo hoje em dia é tomar uma xícara de café quente enquanto ele ainda está quente, olhando para o nada, em silêncio absoluto.
Às vezes, troco o "olhar para o nada" por ler 5 páginas de um livro. Parece pouco, mas em uma semana são 35 páginas. É o suficiente para manter meu cérebro intelectualmente ativo e viajar para outros mundos sem sair do sofá.
Dica Prática: A Regra da Porta Fechada
Essa é a dica de ouro que salvou meu casamento e minha sanidade: Acordos claros.
Aqui em casa, tentamos praticar a regra de que, se a porta do quarto/banheiro está fechada e eu avisei "agora é meu tempo", a "Carol Mãe" está offline por 15 minutos.
Salvo emergências (sangue ou fogo!), o papai resolve. Ensinar a Beatriz (que já tem 6 anos) a respeitar esse espaço da mamãe também é educar sobre limites e autocuidado.
Qual é o seu respiro?
Não se culpe por precisar de espaço. Uma mãe descansada (mesmo que por 15 minutos) tem muito mais paciência e amor para dar.
Me conta aqui nos comentários: qual é aquela coisa simples que você faz e que te faz sentir "você mesma" de novo? Um banho quente, uma taça de vinho ou apenas 5 minutos de silêncio no carro?
Comentários
Postar um comentário